terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SITUAÇÃO DA SECA NO RN


O NOVO JORNAL, edição de 26 de Fevereiro de 2013, publicou a situação de calamidade em que se encontra os criadores do estado do Rio Grande do Norte.

Tudo que está acontecendo, poderia ser evitado se não fosse a inércia do Estado brasileiro. Ao longo do tempo não fizeram caso da situação das secas. Hoje o estado enfrenta, mais uma das piores secas registradas em mais de meio século. 

Comitês para enfrentar as estiagens foram instalados, mas continuamos diante de fatos que se repetem, mas soluções para a situação nunca existiu.

O Rio Grande do Norte não pode viver de conveniências políticas, nem tão pouco de medidas emergenciais. O Estado brasileiro tem o dever constitucional de estabilizar a situação definitivamente. 

O que se faz no Nordeste é uma troca permanente de favores, as custas da morte de animais e plantas.

A podridão das carcaças dos animais se confundem com a podridão de consciências engessadas por uma educação ultrapassada que só serviu para bajuladores e egoístas. Nunca vi tanta desumanidade produzida pela falta da palavra daqueles que podem fazer, apesar da pequena área geográfica que o nosso estado ocupa dentro da extensa região do Nordeste do Brasil.

As reuniões continuarão, os bajuladores continuarão, a desumanidade continuará e o silêncio dos todos-poderosos continuarão a produzir, unido as intempéries do tempo, toda sorte de desagregação social.

O povo sem educação, ludibriados por embromadores, estão transformados em marionetes de um Estado todo poderoso, que tudo pode, inclusive conservar o povo ignorante para que ele não tenha conhecimento, nem modos de buscar os recursos da Constituição Federal. 

Pura balela, pura falta de ação, desculpa fajuta, de um Estado que não cumpre sua Carta Magna.

O Jornalista Sílvio Andrade em excelente reportagem, trás em texto assinado nesse exemplar do NOVO JORNAL, já citado, a dantesca situação que envergonha um Estado que gasta muito com o desnecessário para atender a ganância de alguns.

No texto, Andrade, diz: "Os criadores de gado do Rio Grande do Norte, que vive no semiárido e sofrem os efeitos da seca mais abrasiva do último meio século, estão a beira do desespero. De 2010 ao início deste ano, o rebanho bovino  de 950 mil cabeças foi reduzido em 30%. Em três anos, mais de 330 mil animais morreram de fome e sede ou foram vendidos para evitar perdas maiores."

E continua em sua reportagem: "Os agropecuaristas calculam que, depois de uma estiagem como a atual, recuperar o rebanho, plantio e todos os prejuízos levará entre três e cinco anos se houver bons ciclos de inverno."

E por que será que o governo age dessa forma? Respondo, porque não existe quem fale por eles em tempo de fartura, para que o fato não volte mais a se repetir. É tudo uma mesmice.

Ao escrever esse texto, não estou preocupado se vou perder amigos, ou ganha-los, não estou preocupado com opiniões favoráveis ou contra, não tenho "rabo preso" a essa ou aquela facção de pensamento, mas sou um cidadão brasileiro e digo o que eu quiser, desde que isso não venha a contrariar as leis do país em que nasci. 

O que eu tinha de mais precioso na minha vida, a minha mãe, por falta da ação efetiva e constitucional, como tem acontecido com muitos cidadãos, eu perdi. Esse sistema de saúde capenga que não tem nenhuma gerência capacitada para atender as necessidades do cidadão que paga horrores de impostos, é de um descaso impressionante, dentre tantas outras falhas. 

É isso que o Estado brasileiro esconde dos canais de televisão, de um tipo de mídia que só mostra o convencional, o agradável aos olhos humanos.

Não é possível ter uma opinião formada sobre isso ou aquilo, é preciso ter uma opinião que agrade a gregos e troianos, ao convencionalismo estupido que faz pouco caso da solidariedade.

O Estado brasileiro, não usa de maneira adequada o que arrecada dos seus cidadãos, a saúde é péssima, o que é pago aos profissionais de saúde é irrisório diante da responsabilidade que esses profissionais tem. Não existe educação capacitada o suficiente para formar cidadãos preparados para um novo tempo de relação social e de emprego, o sistema de transporte é capenga, a segurança deixa muito a desejar, e o nosso país só vive de dar satisfação a comunidade internacional com maquiagens e máscaras.

Tudo nesse país é assim, o que não presta ganha audiência, mas a seca que não presta e deveria se transformar em uma grande audiência. Mas não acontece, é a maquiagem de uma sociedade que vive do chiquismo sem sabem na verdade o que é ser chique. Aqui nesse país, existe uma multidão que transporta um dos piores vírus de contaminação da alma, a inveja. Se esse comportamento que prejudica a vida de tantas pessoas não é considerado uma doença, deveria ser catalogada como tal, pela OMS - Organização Mundial de Saúde. 

O principal hospedeiro da inveja, é o ganancioso, ele sempre quer ser mais, e ter mais. Ele é capaz de qualquer coisa para prejudicar a vida dos outros. Eles são verdadeiros cânceres sociais. 

Quanto uma nação como o Brasil tem perdido por ter no meio do seu povo essa "raça de víboras", que impede a marcha de cidadãos que poderiam fazer e dar o melhor de si por ela!?

Vejo o descaso com os deveres constitucionais, o mais estúpido descaso que um Estado pode ter com seus cidadãos. Uns com tudo que os seus roubos possam oferecer, outros praticamente sem nada para sobreviver, sim, porque vivem os que assaltam os cofres da nação.

Existe um besteirol que se diz aqui e alhures, que pior é naquele lugar, ou naquele outro país; pior é a situação de A ou de B, na concepção dos que pensam assim, para eles é normal sofrer, passar por dificuldades por que outros também passam. Deus não criou o ser humano para viver de esmolas, mas sem dúvidas, existem milhares que estão bem, e que gostaria de ver outros tantos sem nada, esse tipo de doença é o egoismo, ela avassala a alma. 

Assim se comporta essa coisa chamada Estado brasileiro. Monstro poderoso que enaltece canalhas e pisa cidadãos. 

Uma prova dessa afirmação é o descaso com a seca do Nordeste. 
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

MAL ENTENDIDO



O que eu vi na caatinga, muitos que moram na Capital viram e silenciário, acredito que assim permaneceram, para não desgostarem ou irem de encontro aos seus projetos de vida; as vezes egoístas, mas...projetos de vida.

Andando pelas trilhas feitas por carregadores de barril sobre o lombo de jumentos, eu era tão somente um seridoense que me alegrava igual aos meninos daquele tempo em tomar banho de açude, comer traíra, comer piaba, ver as chuvas chegarem acompanhadas de raios e trovões. Ouvi o tamborilar da chuva nas telhas quase vermelha, coloridas pela natureza, sábia mestra. As chuvas caiam com força e sulcavam a terra, tão minha, tão sua, tão nossa. As águas céleres, abundantes, iniciavam um novo canto de esperança para o agricultor sofrido, já haviam as secas interrompidas pelo equilíbrio permissivo da natureza, hoje revoltada, principal voz das terras ressecadas do descaso.

No Seridó do meu existir, naquelas paragens que não saem da minha lembrança e que me causa uma saudade profunda na alma, a esperança era permanente nas algarobas, nos juazeiros, nos cactos, na coroa- de-frade, no aveloz e em tantas outras plantas que habitam as caatingas chão querido e tão esquecido daqueles que estão investidos do poder. 

As preocupações com as nações que habitam o estado do Amazonas, é louvável, mas como esqueceram ou não quiseram lembrar dos nossos campos nordestinos. Dez milhões de vidas vivem no binômio incertezas e esperanças, como se fossem símbolo do teatro, uma máscara que chora e outra que rir.

Venham senhores, observem, a angustia do meu povo é crescente, aqui também no nosso Nordeste existem pedaços da África. 

Não posso contemplar a angustia silenciosa do meu povo, que não sabe a quem se dirigir e que vê seus dias se escoarem nos caminhos do senhor tempo, enquanto a carruagem passa e os cães ladrem. 

Eu presenciei também a terra do Sertão queimada pelo sol inclemente e duradouro nos períodos de estiagem. Quando digito esse texto, milhões de pessoas estão com os olhos voltados para o horizonte e para o comportamento da natureza, em busca de uma descoberta que sustente suas esperanças.

Assim é o dia dos nordestinos que estão trabalhando na terra, seja criando, seja plantando.

Não se pode entretanto, sustentar a esperança de um povo trocando votos por tijolos, telhas e alguns trocados. É preciso educar o povo para que ele cumpra a sua parte e entenda gradativamente que também aqueles que foram eleitos tem também suas partes a serem cumpridas na construção do Nordeste Rural, Nordeste Cidadão, Nordeste Brasil.

Favores eleitorais são passageiros, embora permaneçam como símbolos que abrigam vidas, à exemplo uma casa construída em troca de votos. 

O que pode ser feito, se o povo está acostumado com essa constância de tantos anos, em suas vidas de trabalhadores das terras nordestinas do Brasil?

Há dispositivos legais, há maneira de frear a curto prazo esse engodo do imediatismo?

Acredito que se o ciclo que se repete de favoritismo for transformado em abertura de escolas e meios de transporte para transportar alunos com uma fiscalização própria para isso, teremos uma nova perspectiva, uma nova realidade para o Nordeste brasileiro. Lembrando que haverá momentos que o transporte é dispensável.

Entretanto, antes de tudo, é preciso fazer a água que está no subsolo brotar, possibilitando a existência e não a sub-existência do homem dos campos nordestinos.

Isso que escrevo não é um sonho que não possa se tornar realidade, pelo contrário, depende de fatores decisivos dos políticos que tem visão humanista. 

A política tem vertentes partidárias e científica. É preciso desenvolver uma política humano-científica para a zona rural da região Nordeste do Brasil. Os nossos índices de desenvolvimento e equilíbrio humano são depreciativos, injustos, entretanto solucionáveis.

A solidariedade é um bem necessário, entretanto, ela ganha dimensões geradoras de humanidade e equilíbrio econômico, quando administrada com permanência, objetivando e colocando em pratica a permanência responsável.  

   

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




AFLIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO

Ivanês Lopes. ivaneslopes.cvb@gmail.com


Natal-RN-Nordeste-Brasil. - A Unidade Federativa Rio Grande do Norte, estado litorâneo do Nordeste brasileiro, enfrenta o início de uma das piores secas registradas nessa região.

Se a EMPARN, empresa que trabalha com as previsões científicas sobre a precipitação de chuvas estiverem certas, teremos uma estiagem caracterizada por chuvas escassas durante um período de nove anos, a partir desse ano de 2013, o que é notório, pois a seca está devastando tudo.

No facebook, CACTO Resistência, insistimos através de diversos textos, a necessidade do Governo brasileiro tomar uma providência sobre a situação da seca na região do Nordeste brasileiro. Não é necessária a transposição das águas do Rio São Francisco, pelo menos para o Rio Grande do Norte, porque em nosso sub-solo existem reservas de água suficientes para irrigar as terra desse estado.

Apesar de algumas medidas haverem sido postas em ação por um dos ex-governadores do estado do Rio Grande do Norte, hoje Ministro Garibalde Alves Filho, com a construção das adutoras, a realidade é que essa medida não foi colocada em prática para solucionar o problema, embora tenha amenizado de maneira positiva a situação da seca no Rio Grande do Norte.

A solução seria a irrigação do solo com a água extraída dos mananciais existentes no sub-solo do Rio Grande do Norte.

Outras ações poderão ser tomadas a partir da construção de reservatórios de águas da chuva, tais como, açudes e barragens, mas o índice de evaporação é muito grande, provocado pelas altas temperaturas da região, que em algumas micro regiões do estado, quando chega a estação que caracteriza o verão, alcança temperaturas em torno de 41°C.

O governo financiou a construção de reservatórios na lateral das casas dos homens do campo, com o objetivo de armazenar água das chuvas que caem das bicas, mas é uma forma de ação que é temporária, pois depende da chuva. Quando não chove, esses reservatórios são abastecidos por caminhões que transportam água de reservatórios distantes, dificultando o abastecimento.

O Governo federal tem recursos suficientes podendo usa-los, e pode e deve criar uma política mais efetiva que traga uma solução para o problema da seca no Nordeste brasileiro. Mas apesar de existir água suficiente no subsolo, o Governo federal, que tem os recursos suficientes para explora-los, não o faz.

Seria correto o governo explicar porque não trabalha na extração da água do sub-solo. Essa falta de ação prejudica de maneira periódica os agricultores, os animais e as plantações da região Nordeste do Brasil.

Ao fundar esse jornal eletrônico, o fazemos com o objetivo de informar aos cidadãos do campo o que pode ser feito pelo governo federal, o que de fato se constitui em um dever constitucional.

Todos seriam beneficiados com a ação do governo, inclusive o próprio governo.

Elencamos abaixo alguns dos benefícios imediatos que a educação e irrigação no campo pode produzir:

1-Fixação do homem no campo, evitando o êxodo rural.
2-Qualificação e formação técnica.
3-Conscientização político-cientifica.
4-Geração de produção agrícola para o próprio consumo e para a comercialização.
5-Sustentabilidade da pecuária.
6-Investimentos empresariais de vários níveis.
7-Geração de empregos a curto, médio e longo prazo.

Para alguns aproveitadores mal intencionados, que preferem a continuidade das secas, porque dessa forma uma minoria ganha mais dinheiro; para alguns aproveitadores gananciosos o mais proveitoso são o desvio das águas do Rio São Francisco, seria mais interessante, pois dessa forma, alguns inescrupulosos ganhariam mais dinheiro.

É preciso que o povo alerte e tenha conhecimento do que está por trás dos bilhões que estão sendo gastos para transpor as águas do Rio São Francisco.

Esse é apenas o primeiro texto que está sendo escrito nesse jornal, outros virão, mostrando a realidade do nosso estado, o Rio Grande do Norte, dentro do contexto: Nordeste brasileiro.