quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




AFLIÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO

Ivanês Lopes. ivaneslopes.cvb@gmail.com


Natal-RN-Nordeste-Brasil. - A Unidade Federativa Rio Grande do Norte, estado litorâneo do Nordeste brasileiro, enfrenta o início de uma das piores secas registradas nessa região.

Se a EMPARN, empresa que trabalha com as previsões científicas sobre a precipitação de chuvas estiverem certas, teremos uma estiagem caracterizada por chuvas escassas durante um período de nove anos, a partir desse ano de 2013, o que é notório, pois a seca está devastando tudo.

No facebook, CACTO Resistência, insistimos através de diversos textos, a necessidade do Governo brasileiro tomar uma providência sobre a situação da seca na região do Nordeste brasileiro. Não é necessária a transposição das águas do Rio São Francisco, pelo menos para o Rio Grande do Norte, porque em nosso sub-solo existem reservas de água suficientes para irrigar as terra desse estado.

Apesar de algumas medidas haverem sido postas em ação por um dos ex-governadores do estado do Rio Grande do Norte, hoje Ministro Garibalde Alves Filho, com a construção das adutoras, a realidade é que essa medida não foi colocada em prática para solucionar o problema, embora tenha amenizado de maneira positiva a situação da seca no Rio Grande do Norte.

A solução seria a irrigação do solo com a água extraída dos mananciais existentes no sub-solo do Rio Grande do Norte.

Outras ações poderão ser tomadas a partir da construção de reservatórios de águas da chuva, tais como, açudes e barragens, mas o índice de evaporação é muito grande, provocado pelas altas temperaturas da região, que em algumas micro regiões do estado, quando chega a estação que caracteriza o verão, alcança temperaturas em torno de 41°C.

O governo financiou a construção de reservatórios na lateral das casas dos homens do campo, com o objetivo de armazenar água das chuvas que caem das bicas, mas é uma forma de ação que é temporária, pois depende da chuva. Quando não chove, esses reservatórios são abastecidos por caminhões que transportam água de reservatórios distantes, dificultando o abastecimento.

O Governo federal tem recursos suficientes podendo usa-los, e pode e deve criar uma política mais efetiva que traga uma solução para o problema da seca no Nordeste brasileiro. Mas apesar de existir água suficiente no subsolo, o Governo federal, que tem os recursos suficientes para explora-los, não o faz.

Seria correto o governo explicar porque não trabalha na extração da água do sub-solo. Essa falta de ação prejudica de maneira periódica os agricultores, os animais e as plantações da região Nordeste do Brasil.

Ao fundar esse jornal eletrônico, o fazemos com o objetivo de informar aos cidadãos do campo o que pode ser feito pelo governo federal, o que de fato se constitui em um dever constitucional.

Todos seriam beneficiados com a ação do governo, inclusive o próprio governo.

Elencamos abaixo alguns dos benefícios imediatos que a educação e irrigação no campo pode produzir:

1-Fixação do homem no campo, evitando o êxodo rural.
2-Qualificação e formação técnica.
3-Conscientização político-cientifica.
4-Geração de produção agrícola para o próprio consumo e para a comercialização.
5-Sustentabilidade da pecuária.
6-Investimentos empresariais de vários níveis.
7-Geração de empregos a curto, médio e longo prazo.

Para alguns aproveitadores mal intencionados, que preferem a continuidade das secas, porque dessa forma uma minoria ganha mais dinheiro; para alguns aproveitadores gananciosos o mais proveitoso são o desvio das águas do Rio São Francisco, seria mais interessante, pois dessa forma, alguns inescrupulosos ganhariam mais dinheiro.

É preciso que o povo alerte e tenha conhecimento do que está por trás dos bilhões que estão sendo gastos para transpor as águas do Rio São Francisco.

Esse é apenas o primeiro texto que está sendo escrito nesse jornal, outros virão, mostrando a realidade do nosso estado, o Rio Grande do Norte, dentro do contexto: Nordeste brasileiro.



  

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